“Nada tem mudado”. Práticas de um feminismo inter-geracional durante o confinamento
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Resumo
A crise econômica, de saúde e humana que desencadeou a pandemia de Covid-19 aprofundou as desigualdades, incorporadas especialmente em certos corpos feminizados e pessoas que vivem em condições de superlotação, para quem permanecer confinado em espaço privado representa um risco. O objetivo deste trabalho é analisar a experiência de pandemia de meninas e adolescentes que vivem em situação precária de moradia na Cidade de Buenos Aires e que participam da organização social La Caldera. A partir dum trabalho etnográfico, estudo as formas criativas de encontro geradas tanto pelas adultas quanto pelas meninas da organização para enfrentar situações de violência e as formas como esses encontros alteraram as categorias público-privado-íntimo para dar origem a uma prática feminista inter-geracional fundada numa forma de cuidado não adulto que chamo de amizade.
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