Debate jurídico sobre a prostituição, a dignidade da pessoa humana e o direito fundamental ao trabalho

Contenido principal del artículo

Bárbara Natália Lages Lobo
José Adércio Leite Sampaio

Resumen

O presente artigo antecede pesquisa densa acerca do “submundo” da prostituição, sob a óptica dos direitos fundamentais e a sua concreção. Analisou-se a relativização da dignidade humana pela negação àquelas pessoas que se prostituem do direito ao trabalho, bem como a sua condição de invisibilidade e mazela social. Destacou-se, ainda, por meio da análise dos direitos sexuais, que envolvem a liberdade, a indissolubilidade do “amálgama normativo” direito, moral e religião, demonstrando, assim, a necessidade premente de regulação da atividade como forma de se destinar a àquelas pessoas que se prostituem igual respeito e consideração.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Detalles del artículo

Cómo citar
Lages Lobo, B. N., & Leite Sampaio, J. A. (2018). Debate jurídico sobre a prostituição, a dignidade da pessoa humana e o direito fundamental ao trabalho. ebate eminista, 55, 59–80. https://doi.org/10.22201/cieg.01889478p.2018.55.03
Sección
Artículos

Citas

Aquinas, Thomas. (1978). Summa Theologica. Chicago: Encyclopaedia Brittanica.

Backer, Larry C. (2009). Theocratic Constitutionalism: An Introduction to a New Global Legal Ordering. Indiana Journal of Global Legal Studies. v. 16. 85, 101-181.

Banach, L. e. Metzenrath, S. (2000). Principles for Model Sex Industry Legislation. Melbourne: Spinifex Press.

Barnett, L. Casavant e L. Nicol, J. (2011). Prostitution: A Review of Legislation in Selected Countries. Ottawa: Library of Parliament.

Bassermann, L. (1994). The Oldest Profession: A History of Prostitution. New York: Dorset House Publishing Co Inc.

Brown, D. (2004). O Código da Vinci. São Paulo: Sextante.

Buarque, C. (1978). Geni e o Zepelin. In Ópera do Malandro. Rio de Janeiro: Universal.

Bueno, S. (2000). Minidicionário da língua portuguesa. São Paulo: FTD.

Câmara dos Deputados (2003). Projeto de Lei nº 98/2003. Parecer do Relator Antônio.

Câmara dos Deputados (2012). Projeto de Lei nº 4.211/2012. Voto do Relator da Comissão de Direitos Humanos e Minorias – Deputado Pastor Eurico. Brasiíia. Recuperado o 3 fevreiro 2014, de <http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1012829>.

Congresso Nacional (2003). Projeto de Lei nº 98/2003. Brasília. Recuperado o 15 janeiro 2014, de <http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fchadetramitacao?idProposicao =104691>.

Congresso Nacional (2012). Projeto de Lei nº 4.211/2012. Brasília. Recuperado o 3 fevreiro 2014, de <http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1012829>.

Chuang, J. A. (2010). Rescuing Trafficking from Ideological Capture: Prostitution Reform and Anti-Trafficking Law and Policy. University of Pennsylvania Law Review, 158 (6). 1655-1728

Cícero. (1913). De Officiis. London: Woods and Sons. Recuperado o 12 de setembro 2014, de <http://bit.ly/1nVS7FA

D’Cunha, J. (1992). Prostitution Laws: Ideological Dimensions and Enforcement Practices. Economic and Political Weekly, 27, 34-44.

De Alencar, J. (1999). Lucíola. São Paulo: Ática.

De Carvalho Netto, M. (1997). Requisitos pragmáticos da interpretação jurídica sob o paradigma do Estado Democrático de Direito. Revista de Direito Comparado, 473-486.

Dworkin, R. (2005). A virtude soberana: a teoria e a prática da igualdade. São Paulo: Martins Fontes.

Dworkin, R. (2006). O direito da liberdade: a leitura moral da Constituição norte-americana. São Paulo: Martins Fontes.

Farley, M. (2004). Bad for the body, bad for the heart: Prostitution harms women even if legalized or decriminalized. Violence against Women, 10(10), 1087-1125.

Hobbes, T. (2002). Leviathan. Cambridge: Cambridge University Press.

James, E. L. (2012). Cinquenta tons de cinza. Rio de Janeiro: Instrínseca.

Kant, I. (1997). Groundwork of the Metaphysics of Morals. Cambridge: Cambridge University Press.

Krieger, M. G. (2014). O direito fundamental ao trabalho e sua (estreita) relação com o direito ao livre desenvolvimento da personalidade. Revista Fórum Trabalhista.

Landa, C. (2002). Dignidad de la Persona Humana. Cuestiones Constitucionales, 7, 109-138.

Lispector, C. (2010). Clarice na cabeceira: crônicas. Rio de Janeiro: Rocco.

Lobo, B. N. L. (2013). O Direito à Igualdade na Constituição Brasileira: Comentários ao Estatuto da Igualdade Racial e a constitucionalidade das ações afrmativas na educação. Belo Horizonte: Fórum.

Luhmann, N. (2002). Diritti Fondamentali come Istituzione. Bari: Edizioni Dedalo.

Marcel, G. (1964). La Dignité Humaine et ses Assises Existentielles. Paris: Aubier Éditions Montaigne.

Marley, B. (1984). Redemption song. Jamaica: Tuff Gong Records.

McCrudden, C. (2008). Human Dignity and Judicial Interpretation of Human Rights. European Journal of International Law, 19, 655-724.

Méis, C. (2010). Prostituição e marginalidade: narrativas de identidade entre prostitutas. In L. O. L. Renault, M. T. Viana, P. O Cantelli (coords.). Discriminação (pp. 446-466). 2a ed. São Paulo: LTr.

Murphy, W. F. (1980). An Ordering of Constitutional Values. Southern California Law Review, 53, 703-760.

Pico della Mirandola, G. (1965). On the Dignity of Man (De hominis dignitate, Heptaplus, De ente et uno, e scritti vari). Indianapolis: The Bobbs-Merrill Company, Inc.

Piovesan, F. (2008). Concepção contemporânea de direitos humanos: desafos e perspectivas. In J. C. C. Rocha, T. H. P. H. Filho, U. Cazetta (coords.). Direitos humanos: desafos humanitários contemporâneos: 10 anos do Estatuto dos Refugiados (Lei n. 9274 de 22 de julho de 1997) (pp. 107-113). Belo Horizonte: Del Rey.

Rachels, J. (1986). The Elements of Moral Philosophy. Boston: Random House.

Tribunal de Justiça (2011). 2ª Vara Criminal de São Gonçalo-RJ. Processo nº 0056213-63.2010.8.19.0004. Juiz André Luiz Nicolitt. Rio de Janeiro. Decisão publicada em 06/04/2011. Recuperado o 3 fevreiro 2014, de <http://www.tjrj.jus.br/docu-ments/10136/624857/boletim-do-servico-de-difusao-80-11.pdf>.

Sampaio, J. A. L. (2013). Teoria da Constituição e dos Direitos Fundamentais. Belo Horizonte: Del Rey.

Saramago, J. (1991). O Evangelho segundo Jesus Cristo. São Paulo: Companhia das Letras.

Souza, J. (2009). A ralé brasileira: quem é e como vive. Belo Horizonte: Editora UFMG.

Supremo Tribunal Federal (2011). Recurso Extraordinário nº 477.554/MG. Rel. Min. Celso de Mello. Pleno. Brasília. Recuperado o 27 maio 2012, de <http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=2376061>.

Supremo Tribunal Federal (2013). Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54/DF. Rel. Min. Marco Aurélio. Brasília. Recuperado o 3 fevreiro 2014, de <http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=2226954>.

Tribunal Superior do Trabalho (2013). Agravo Regimental em Agravo de Instrumento de Recurso de Revista nº 955-43.2010.5.10.0821. Data de Julgamento: 27/05/2013, Relatora Desembargadora Convocada: Maria das Graças Silvany Dourado Laranjeira, 2ª Turma. Brasília. Data de Publicação: dejt 31/05/2013. Recuperado o 30 janeiro 2014, de <https://aplicacao5.tst.jus.br/consultaProcessual/resumoForm.do?consulta=1&numeroInt=158131&anoInt=2011>.

Vianna, T. (2012). Legalizar as casas de prostituição. Revista Forum. Recuperado o 3 fevreiro 2014 de <https://www.revistaforum.com.br/digital/104/legalizar-as-casas-de-prostituicao/>.

Viola, F. (2008). I Volti della Dignità Umana. En A. Argirof, P. Becchi, D. Anselmo (eds). Colloqui sulla Dignità Umana. Atti del Convegno Internazionale. Parlemo, Ottobre, 2007. Roma: Aracne.

U.S. Global Aids Coordinator (2011). The United States President’s Emergency Plan for Aids Relief. Recuperado o 3 fevreiro 2014 de <https://www.pepfar.gov.>.

Wax, A. L. (2003). Social Welfare, Human Dignity, and the Puzzle of What We Owe Each Other. Harvard Journal of Law & Pubic Policy, 101-115.