O discurso sobre o adultério nos Ébrios de Gilda de Abreu e Vicente Celestino - representação da mulher no cinema e no teatro
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Resumen
Gilda de Abreu foi a segunda cineasta a dirigir um filme no Brasil. O artigo analisa o regime discursivo sobre o adultério feminino como causa da ruína masculina no filme O Ébrio (1946) de Gilda de Abreu e nas duas versões da peça teatral homônima (1941, 1947) de Vicente Celestino, marido de Gilda. Se a parceria do casal se estendeu por quase quarenta anos como autoria colaborativa, a proposta procura localizar nas três versões disponíveis momentos intersticiais de representação da mulher entre as vozes narrativas. Tomando como ponto de partida a documentação disponível em acervos e uma análise inédita da censura à peça, o estudo é feito a partir da articulação entre a composição da personagem feminina, da análise de discurso aplicada ao campo do cinema e da teoria feminista de cinema em busca de fissuras na representação da sexualidade feminina.
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