El florecimiento de nuevas Margaritas: agroecología, educación y salud

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Letiane de Souza Machado http://orcid.org/0000-0002-2054-3278 Edna Linhares Garcia http://orcid.org/0000-0002-9542-6340 Analídia Rodolpho Petry http://orcid.org/0000-0002-8995-0138

Resumen

Resumo: Objetivou-se analisar, nas narrativas de jovens agricultoras agroecológicas, a influência da educação rural e da agroecologia nas transformações geracionais das relações de gênero. Foram entrevistadas 5 jovens mulheres do Vale do Rio Pardo, Rio Grande do Sul, Brasil. As falas apontam o reconhecimento das mulheres como pioneiras da produção orgânica, a qual mesmo não nomeada, sempre foi uma prática de cuidado e de autonomia transmitida de forma transgeracional. A educação rural, em especial quando relacionada pela agroecologia, abriu um espaço de questionamento e contribuiu no processo de emancipação e transformação dos modos de vida da mulher rural. Essa nova geração de mulheres tensiona as relações de gênero culturalmente estabelecidas, se autoreconhecendo como potentes agentes de mudança em busca da equidade de gênero.

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Sección
Artículos
Biografía del autor

Letiane de Souza Machado, Grupo de Estudos e Pesquisa em Saúde (UNISC), Santa Cruz do Sul / RS, Brasil

Mestra pelo Programa de Pós-graduação em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.
Mestra em Promoção da Saúde pela Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC (2021), Linha de pesquisa: Estilo de vida e saúde da família, do escolar e do trabalhador. Especialista em Terapia Intensiva pela Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre - UFCSPA (2019). Nutricionista graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (2015). Atualmente integra o GEPS – Grupo de Estudos e Pesquisa em Saúde (UNISC), realizando pesquisas na área do feminismo, agroecologia e promoção da saúde.

Edna Linhares Garcia, Programa de Pós-graduação Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde e do Programa de Pós-graduação Mestrado Profissional em Psicologia - Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul, RS, Brasil

Docente do Programa de Pós-graduação Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde e do Programa de Pós-graduação Mestrado Profissional em Psicologia - Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.
Doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000). Mestra em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1991). Graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (1985). Atualmente é professora e pesquisadora do Departamento de Ciências da Saúde e das Pós-graduações em Promoção da Saúde e Mestrado Profissional em Psicologia da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).

Analídia Rodolpho Petry, Programa de Pós-graduação Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde e do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul, RS, Brasil

Docente do Programa de Pós-graduação Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde e do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.
Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2011), com doutorado em sanduíche na Manchester Metropolitan University, Inglaterra. Mestra em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Santa Cruz do Sul (1999). Graduada em Enfermagem e Obstetrícia pela Fundação Educacional do Alto Uruguai Catarinense (1986). Atualmente é professora assistente da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).

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